A maternidade costuma ser retratada como um período de realização plena, amor incondicional e felicidade constante. Embora esses sentimentos realmente façam parte da experiência de muitas mulheres, existe um lado pouco discutido: a sobrecarga emocional causada pela tentativa de corresponder ao ideal da chamada “mãe perfeita”.
Segundo o Dr. Danilo de Melo, psiquiatra em Goiânia, essa cobrança pode gerar consequências importantes para a saúde mental, favorecendo quadros de ansiedade, depressão e burnout materno.
Na prática, muitas mães acreditam que precisam dar conta de tudo ao mesmo tempo.
Elas trabalham, cuidam da casa, acompanham a rotina escolar dos filhos, administram problemas familiares, mantêm relacionamentos e ainda sentem que precisam estar emocionalmente disponíveis em todos os momentos.
Quando não conseguem atender a essas expectativas irreais, surge um sentimento constante de culpa.
A mulher passa a acreditar que está falhando como mãe, mesmo dedicando praticamente todo o seu tempo aos filhos.
Esse ciclo de autocobrança faz com que muitas permaneçam em estado permanente de alerta.
O corpo responde com cansaço persistente, dificuldade para dormir, irritabilidade, falta de concentração e perda do prazer em atividades que antes eram agradáveis.
O Dr. Danilo de Melo explica que o burnout materno não representa falta de amor pelos filhos. Trata-se de uma resposta física e emocional provocada pela sobrecarga contínua e pela ausência de espaços para descanso e autocuidado.
Quando esses sintomas persistem, buscar avaliação psiquiátrica torna-se fundamental para evitar que o sofrimento evolua para quadros mais graves.
Nenhuma mãe precisa provar seu amor suportando tudo sozinha.
Cuidar da própria saúde mental também faz parte do cuidado com toda a família.
Dr. Danilo de Melo é psiquiatra em Goiânia, com atuação no diagnóstico e tratamento de ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos relacionados à saúde mental.




