Um dos erros mais comuns após receber o diagnóstico de artrose é olhar apenas para o grau descrito no exame e imaginar imediatamente como será o futuro do joelho.
Segundo o Dr. Arthur Rodrigues, especialista em cirurgia de joelho em Goiânia, a classificação é importante, mas precisa ser interpretada junto com os sintomas e o exame clínico.
Nos estágios iniciais, graus 1 e 2, as alterações articulares são menores e muitos pacientes conseguem manter suas atividades com tratamento conservador.
No grau 3, o comprometimento é mais relevante e sintomas como dor frequente, rigidez e dificuldade para algumas atividades podem se tornar mais presentes.
O grau 4 representa alterações radiográficas avançadas. Entretanto, nem mesmo nessa situação o exame deve ser utilizado isoladamente para determinar uma cirurgia.
O ponto central é entender quanto a doença interfere na vida do paciente.
Dor persistente, dificuldade para caminhar, perda de mobilidade, limitação das atividades diárias e falha das medidas conservadoras são fatores importantes na tomada de decisão.
Tratar a artrose significa tratar o paciente, não apenas uma imagem de raio-X.




